Já ouviu falar em toxoplasmose ocular?

Hos2Muito se fala em toxoplasmose, a doença causada pelo protozoário Toxoplasma gondii e que pode causar diversos problemas de saúde. Alguns pacientes possuem lesões em diversos órgãos, enquanto outros podem apresentar sintomas de uma gripe comum.

Porém, a toxoplasmose ocular é pouco divulgada e por isso, pouco conhecida. No entanto, é uma das causas mais comuns de infecção no País, segundo o Instituto de Retina de São Paulo. É mais comum entre adultos de 25 a 45 anos, mas também pode acometer recém-nascidos, pela transmissão pela placenta. Conheça um pouco mais sobre a toxoplasmose ocular e seus tratamentos.

Como acontece a transmissão da toxoplasmose ocular

O hospedeiro natural são os animais domésticos de pequeno porte, principalmente os gatos. O contato frequente com suas fezes pode ser a razão do surgimento da doença. A ingestão de alimentos malcozidos, vegetais mal higienizados durante o preparo, água contaminada, ovos crus e leites não pasteurizados podem ser a causa da infecção adquirida.

Na infecção congênita, o processo se dá pela contaminação placentária. Porém, a mãe precisa já ter adquirido a doença ou ter seu primeiro contato com ela durante a gestação. A infecção por inoculação cutânea é menos comum, mas ainda assim, há registros. São casos onde a contaminação acontece por transfusão de sangue ou transplante de órgãos.

Tem grande incidência em pessoas com vírus do HIV ou que estejam passando por tratamentos que abalem o sistema de imunológico.

Os primeiros sintomas e diagnóstico

Antes do diagnóstico da toxoplasmose ocular, os pacientes costumam apresentar sintomas como visão turva ou embaçada, fotofobia, dor nos olhos, relatar a presença de moscas volantes ou alterações nas formas do que vê. Olhos vermelhos e irritados também fazem parte do conjunto mais comum de sintomas.

O diagnóstico se dá quando o paciente se submete a um exame de fundo de olho e, dependendo do tempo da doença e de sua evolução, é preciso um exame de sangue para confirmar a presença do parasita. A partir desses dois dados o oftalmologista pode traçar o melhor tratamento.

Toxoplamose ocular tem tratamento?

O tratamento da toxoplasmose ocular não se diferencia do tratamento para a toxoplasmose em outros órgãos, salvo a associação de antibióticos de amplo espectro associados a colírios antiinflamatórios, a base de corticóide, e colírios chamados cicloplégicos (dilatam a pupila) para amenizar a dor. Quando a toxoplasmose ocorre durante o período gestacional, drogas apropriadas são administradas.

A cura é possível, no entanto, as lesões causadas pela ação do protozoário nunca serão recuperadas. As cicatrizes formadas na córnea e demais estruturas dos olhos impedem que a visão seja normal mesmo após a eliminação da toxoplasmose ocular. É preciso ter cuidado também com as recidivas da doença, muito comuns. Os parasitas ficam alojados na retina em forma de cistos e são resistentes a medicamentos. Assim que há um período de baixa imunidade, esses cistos eclodem os parasitas voltam a causar danos.

O diagnóstico precoce da doença pode impedir que lesões extensas aconteçam e pode garantir uma melhor resposta aos medicamentos. Assim que qualquer sintoma surgir, o conselho é buscar a opinião de um oftalmologista.

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